quinta-feira, 20 de maio de 2010

Ser Assistente Social

O que poderia escrever de uma profissão tão apaixonante?
talvez meu silêncio e um sorriso nos lábios respondesse ...
É,talvez. Porque pensando bem, o murmúrio do mar ,o brilho distante das estrelas,
o luar,as folhas caídas ao chão...respondessem melhor...
Mas pensando bem, os abraços afetuosos, as lágrimas de dor das pessoas que nos chegam, poderiam me dar uma ideia precisa do que é essa profissão... mas ela não é tão precisa...
porque ela é tudo isso e muito mais também... mas
Porque ela é aprendizado e troca afetiva como a nossa gurias...
ela é página em branco
na qual todos dias se escreve o movimento do eterno fazer, aprender
é colorido
é cheiro
é sabor...
é dor
é fome
é amor
é superação
é coragem
é cansasso
é exaustão
é renovação
é fé "que tudo pode dar certo"
serviço social é = vocês (Carol, Mariana, Cristine)
e depois todas pessoas que nos fazem assim...
Carim Dummer

domingo, 16 de maio de 2010

Sob o mesmo céu

Sob o mesmo céu
Cada cidade é uma aldeia
Uma pessoa!
Um sonho, uma nação
Sob o mesmo céu
Meu coração
Não tem fronteiras
Nem relógio, nem bandeira
Só o ritmo
De uma canção maior...

A gente vem
Do tambor do Índio
A gente vem de Portugal
Vem do batuque negro
A gente vem
Do interior e da capital
A gente vem
Do fundo da floresta
Da selva urbana

Dos arranha-céus
A gente vem do pampa
Vem do cerrado
Vem da megalópole
Vem do Pantanal
A gente vem de trem
Vem de galope
De navio, de avião
Motocicleta
A gente vem a nado
A gente vem do samba
Do forró
A gente veio do futuro
Conhecer nosso passado...


Brasil!
Com quantos Brasis
Se faz um Brasil?
Com quantos Brasis Se faz um país?
Chamado Brasil!

(Lenine)

video

(...) A gente traz um desejo
De alegria e de paz
E digo mais:
A gente tem a honra
De estar ao seu lado.
Que tenhamos todos uma semana colorida e cheia de boas vibrações!!!

sábado, 15 de maio de 2010

RITUAIS DE ALEGRIA OSWALDO MONTENEGRO

Feliz dia do Assistente Social

Hoje é uma data muito especial. Comemoramos o dia do Assistente Social.

15 de Maio.

Não foi por acaso que o dia amanheceu sorrindo. Até os pássaros cantaram mais alto!!!
Nossa profissão encanta por sua beleza. Somos profissionais abençoados, temos a possibilidade de estar em contato direto com a realidade das pessoas, com suas histórias de vida. Cada um de nós contribui de alguma maneira na luta pelo direito a vida, pela construção de uma realidade menos excludente.

Nós Assistentes Sociais, comprometidos com nossa categoria, temos um papel importantíssimo na sociedade. Lutamos contra as desigualdades sociais, contra os preconceitos, contra as injustiças. Lutamos pela garantia dos direitos, pela efetivação das Políticas Sociais, estamos ao lado dos movimentos sociais e coletivos que resistem a esse sistema dominante, chamado capitalismo.

Parabéns à todos aqueles que acreditam que é POSSÍVEL sim uma outra realidade, e que dedicam suas vidas às causas sociais.

“Hoje eu quero a rua cheia de sorrisos francos
De rostos serenos, de palavras soltas
Eu quero a rua toda parecendo louca
Com gente gritando e se abraçando ao sol
Hoje eu quero ver a bola da criança livre”

(Sem Mandamentos – Oswaldo Montenegro)

quarta-feira, 12 de maio de 2010

No dia 28/03/2010 resolvemos passear na Avenida Bento Gonçalves, espaço onde ocorre todos os domingos, durante o dia, a FEIRA DA AVENIDA. Artesãos e artesãs expõe seus produtos em bancas ao ar livre. É uma verdadeira mistura de cores. Os produtos variam desde trabalhos em madeira, panificação, roupas, tricô, crochê, cerâmica, jardinagem, artesanatos decorativos, produtos com material reciclado, doces, entre outros.

Nossa equipe acompanha a Cooperativa COOPRESSUL, que também têm um espaço reservado na feira para divulgarem e comercializarem sua produção. Fomos com o desejo de nos aproximar e conhecer um pouco maias da realidade do grupo, mas infelizmente naquele domingo elas não estavam.

Visitamos a banca da Lizete (que também faz parte da COOPRESSUL), e das irmãs dela. Elas é Um grupo de três irmãs, uma produz roupas d
e bebê, outra trabalha com peças de crochê e a Lizete trabalha com a linha de cozinha, produzindo toalhas, guardanapos, jogos decorativos.

Aquele domingo foi mais que um simples passeio. Estava eu, Carol (estagiária de Serviço Social), e a Carim (Assistente Social do NESIC e minha supervisora de campo), a Mari, que é a outra estagiária naquele dia não pode nos acompanhar.

É assim que se aprende a respeito das raízes do Serviço Social, onde ele está plantado, em que terra, de qual água se alimenta.
É um conhecimento que ultrapassa os muros da universidade. Sai para a rua, caminha, se move, tem vida própria e manifestações diferentes. Não está escrito nos livros acadêmicos, nem tampouco é transmitido pelos professores. É um saber que só quem sente é capaz de percebê-lo.

Poderia ter sido mais uma tarde de domingo. Daquelas onde geralmente acordo mais tarde, faço chimarrão, ligo o computador para selecionar algumas músicas que enfeitarão o meu dia, talvez lavaria roupa, arrumaria a casa, e ficaria inventando um monte de coisas para fazer, durante o resto do dia, aproveitando cada momento dele.

É, poderia ter sido assim...

Estava acontecendo até o começo da tarde, mas um convite para um passeio surgiu através de uma mensagem no celular. Dizia o texto: Vamos na av na banca da coopressul? Pode ser as 16hs. Encontramos aqui em casa. Manda msg ou recado no orkut ou vem direto.

O sentido do estágio, sua essência, a prática, e todas os manifestações que o compõe, está em poder trocar, em se permitir e experimentar outras sensações. E nesse processo de descobertas, as aventuras nos trazem muita
alegria. Como por exemplo o sentimento de bem estar que senti naquele dia, ao passear no domingo, ao respirar tranquilamente, ao falar o que viesse à cabeça, sem medo de sofrer “punições” por parte de alguém.

Vi tanta beleza e muito colorido naquele espaço de comercialização. Belos produtos artesanais. Belos artesãos, quanta sensibilidade e as mais variadas linhas de expressão naqueles rostos.

Àquelas pessoas dedicaram seu tempo, horas de lazer, talvez muitas passaram a maior parte de seu tempo mais em contato com a produção do que com sua família. Estavam ali, em suas bancas, na companhia de maridos, amigos, sócios, filhos. Saboreando um chimarrão, algumas lanchando, outras jogando conversa fora, muitas produzindo ali mesmo, ao ar livre, livres e envolvidas com suas idéias que mais pareciam um laboratório de experimentações e criações.

Quando visitamos a banca da Lizete e das irmãs, podia sentir o calor no sorriso dela ao nos ver. Ela realmente estava feliz com a nossa presença. Que bom! Que maravilhoso aquele momento!

É ótimo quando podemos nos sentir acolhidos, aconchegados.

Achei lindo o grupo delas. Três irmãs artesãs. Compartilhando e aprendendo umas com as outras as lições da vida, dos negócios, da produção.

Aquele momento me fez relembrar da visita que fiz à Lizete, à algum tempo atrás, no semestre passado, afim de me aproximar do grupo, já que estava no começo do estágio e ainda não conhecia nenhuma das sócias da COOPRESSUL. Ela me recebeu muito bem, foram momentos agradáveis e fundamentais que só vieram a acrescentar na prática do meu estágio. Conversamos por muito tempo. Eu conheci a mãe dela e depois de alguns dias, coincidentemente, a Lizete conheceu minha mãe. Fiquei muito feliz quando ela falou para as irmãs a respeito dessa situação, senti que aqueles momentos tiveram um significado especial à ela.

Aprendi muita coisa naquele domingo!

Aprendi que os vínculos que se criam entre supervisor e estagiário rompem os conceitos “formais” típicos das academias, iluminam os imensos corredores sem vida da universidade, colorem a troca de saberes.

É um universo encantador e cheio de magia.
É um processo onde não existe o que sabe mais, nem o que sabe menos, apenas se sabe, ou nada sabe.
É um intenso inventar, reinventar, aproveitar.
É um construir, reconstruir, desconstruir...
Somos nós quem construímos essas relações, as alimentamos, as cultivamos.
Quando nos permitimos vivenciar por inteiro os momentos.
Quando desejamos de verdade.
Quando o querer o bem vem de nosso interior.

"Eu vejo um novo começo de era, de gente fina, elegante e sincera, com habilidade pra dizer mais sim do que não... Hoje o tempo voa, vamos viver tudo que há pra viver... VAMOS NOS PERMITIR!!!" (Tempos Modernos - Lulu Santos)

Carol

terça-feira, 11 de maio de 2010

Somos a Equipe de Serviço Social do Núcleo de Economia Solidária e Incubação de Cooperativas -NESIC, da Universidade Católica de Pelotas - UCPel.

Nosso Blog surgiu da necessidade de construirmos um espaço de discussão que ultrapassasse os muros da academia e que alcançasse também outras áreas de conhecimento que não somente a do Serviço Social. Um ambiente agradável que possibilitasse a troca de experiências e vivências para que realmente construíssemos algo criativo, propositivo que avançasse no sentido do novo, e que não ficasse simplesmente preso à teóricos específicos e clássicos.

Temos pulsando em nossas veias o desejo pelo novo, pelo desconhecido e pela mudança. Temos a vontade de mudar essa sociedade que é cada vez mais injusta, excludente e consumista.

Nos propomos aqui à VIDA, somos a favor dela e lutamos para que ela seja vivida em sua totalidade. A Vida viva, cheia de paixões, desejos e liberdade para a criação. Uma vida onde possamos sonhar e voar...

Somos movidas pelos conceitos da auto-análise e autogestão, coletividade, igualdade, democracia, participação, solidariedade, emancipação e, principalmente, o que nos motiva é a beleza que há em cada história de vida dos coletivos, suas lutas, conquistas e sonhos.

O brilho que há nos olhares desses coletivos para nós servem de inspiração, de alimento para a alma. Acreditamos no trabalho em equipe. E por esse motivo nosso trabalho é coletivo, auto-analítico e autogestionário. Participamos juntas nos processos, não há em nós distinção entre supervisor de campo e estagiário. Pensamos juntas, agimos juntas, unidas, como uma verdadeira equipe.

Aqui temos a proposta de agregar os saberes das mais diversas áreas do conhecimento. Trocar experiências e vivências. Estamos abertas a construção coletiva e desejamos que esse espaço se torne um ambiente prazeroso, onde possamos estar discutindo não só as práticas do Serviço Social, mas também falando da vida, da arte, da poesia, da música.

Sejam muito BEM-VINDOS!!